“Peixe” nosso de cada dia: gastos em pescados, com cartão corporativo federal, chegam a 128 mil em um ano
Divulgado nesta quinta (12), os gastos com o famoso cartão corporativo federal, feitos pelos Presidentes da Republica desde 2003, gerou alvoroço na imprensa e nas redes sociais. Nas planilhas divulgadas pela Secretária Geral da Presidência da República do atual governo, é possível identificar várias despesas com altos valores, mas uma em especial chamou nossa atenção, os gastos em peixarias.
Desde 2003, data inicial do relatório, os gastos com pescados cresceram algo em torno de 1000%. O topo da lista de despesas anuais com “peixes” é de Jair Bolsonaro. O então ex-presidente, gastou no ano de 2021 o total de R$ 128.485,56, em 3 fornecedores. Em segundo lugar vem a ex-presidenta Dilma Roussef, com o valor de R$ 114.006,95 gastos em um ano. No ranking por mandato, Dilma toma a dianteira por uma pequena diferença, seguida do primeiro lugar nos gastos mensais, Bolsonaro.
Veja o total de gastos por mandato:
- Dilma (primeiro mandato) – R$ 409.887,56;
- Bolsonaro – R$ 408.599,67;
- Temer (em 2 anos) – R$ 119.368,40;
- Lula (segundo mandato) – R$ 119.516,05;
Levando em conta que Michel Temer teve um gasto muito próximo ao de Lula no segundo mandato, mas que esse total foi feito na metade do tempo, Temer ocupa a terceira posição.
Com altos índices de inflação, gerados pela má administração pública e os fatores externos, mais da metade da população do Brasil enfrenta insegurança alimentar leve, moderada ou grave, algo em torno de 58% do total de brasileiros, segundo o site Oxfam Brasil.
Embora o peixe seja um alimento rico em nutrientes e importante para a alimentação de um modo geral, ele não é um alimento popular em nosso país. Poucas famílias contam com pescados na alimentação do dia a dia, mesmo com o aumento do preço da carne vermelha que arrebatou os lares brasileiros nos últimos anos.
Além dos altos gastos com pescados, a planilha apresenta verdadeiras fortunas gastas com hotéis de luxo e outras regalias. Por exemplo, um gasto de mais de 1,4 milhão no Ferrareto Hotel no Guarujá, durante o mandato de Jair Bolsonaro.

Tivemos governos que criticaram os antecessores, exatamente pelos gastos elevados em produtos supérfluos, mas o que vimos hoje é a repetição do comportamento, o descaso com o controle dos gastos, a irresponsabilidade com dinheiro público em prol do próprio bem estar ou dos familiares. Um comportamento vergonhoso que, segundo os números, só aumentou com o passar do tempo.
(Foto em destaque: foto montagem VAN Agência; imagens: reprodução internet;)



