Política: esquerda, direita ou “centrão”?
O Brasil enfrenta um momento político bastante complicado. A polarização gradual com destaque em 2018 (ano da fatídica eleição presidencial), elevou os ânimos gerando até a divisão de famílias e círculos sociais. A auto rotulação como um cidadão “de esquerda” ou “de direita”, fez com que a população brasileira se dividisse, inflada por discursos políticos populistas.
O fato é que, na grande maioria das vezes, as pessoas tendem a se qualificar como “de direita” ou “de esquerda”, embora não saibam se quer o que isso significa ou se vivenciam em seu cotidiano uma situação que condiz com a realidade do auto rótulo politico-social.
Esta parcela da população acredita que o simples fato de gostar mais das ações ou do discurso de um ou de outro político – que muitas vezes também se auto denomina de determinada vertente sem representar com fidelidade o que condiz com o termo – estas pessoas se auto nomeiam de X ou Y, mesmo tendo por exemplo, uma condição sócio econômica mais condizente com outro “lado” político.
Os tais termos foram criados em meados do século XVIII, no período da “Revolução Francesa”. Aqueles que se sentavam a esquerda do presidente parlamentar da Assembléia Francesa, apoiavam a revolução e se opunham a monarquia. Aqueles que se sentavam a direita, apoiavam o antigo regime monarquista.
Contudo, com o passar dos anos e as variações de “ideologias” politico partidárias, somente dois termos se tornaram insuficientes para simbolizarem as visões políticas dos indivíduos que buscavam expor sua ideias. Portanto, hoje contamos com: extrema esquerda, esquerda, centro esquerda, centro, centro direita, direita e extrema direita (em ordem direcional).
Considerando que um país como o Brasil, segundo o IBGE, com mais de 210 milhões de habitantes, com rica pluralidade cultural dividida por características singulares em cada região e as necessidades sócio econômicas de grande variação em cada estado do país, é preciso buscar mais informações sobre qual visão realmente o representa.
É preciso sairmos da polarização como se existissem somente dois lados. Fazendo uma analogia superficial e rápida, a política ou o cenário social, em especial do Brasil, não “é uma moeda” com somente duas faces. Nosso cenário está mais para um “cubo mágico embaralhado”, onde cada face tem variações e cada cor representam as particularidades dessas variações.
Para que o país consiga encontrar um caminho de melhora, crescimento e progresso de fato, a população precisa entender que a polarização contribui somente para os projetos individuais da classe política. Tanto para os que se auto denominam “de esquerda” ou “de direita”. O Brasil precisa de governantes que pensem na população geral, em como desenvolver melhores condições de vida para todos. Políticas publicas são criadas para quem precisou, precisa ou poderá precisar um dia, por mais improvável que isso possa parecer. Pense nisso!
(Imagem: internet. Fontes: diferença.com; IBGE e Juliana Bezerra Prof.ª de História)



