Gusttavo Lima é Indiciado: acusado por lavagem de dinheiro de jogos online ilícitos
Gusttavo Lima é indiciado por suspeita de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Um mandado de prisão chegou a ser expedido pela Justiça de Pernambuco no dia 23 de setembro, mas a decisão foi revogada no dia seguinte.
Movimentações financeiras sob investigação
O cantor com o nome de batismo Nivaldo Batista Lima, conhecido como Gusttavo Lima, segue sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco. A Operação Integration investiga a possível participação do artista em uma organização criminosa que teria movimentado cerca de R$ 3 bilhões em atividades ilegais.
De acordo com as investigações, a empresa de Gusttavo Lima, Balada Eventos e Produções Ltda., teria recebido dois depósitos, totalizando R$ 9,7 milhões, de empresas ligadas a jogos ilegais.

Além disso, o cantor também é acusado de ocultar a venda de uma aeronave, um Cessna Aircraft modelo 560XLS, com valor de mais de R$ 22 milhões. A negociação ocorreu em sete transações entre fevereiro e julho de 2024.
A investigação também aponta que Gusttavo Lima teria ocultado valores provenientes de outras empresas investigadas por atividades ilícitas.
Relação com empresas de apostas
Outra acusação importante no inquérito envolve uma transferência de R$ 5,9 milhões da empresa Vai de Bet para a GSA Empreendimentos e Participações, da qual Gusttavo Lima é sócio único.
Segundo um relatório financeiro do Coaf, essas transações teriam sido intermediadas pela Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos, ligada à empresa Pix 365 Soluções Tecnológicas. Parte desse valor, R$ 1,35 milhão, foi transferido para a conta pessoal do cantor.
A investigação também apontou que Gusttavo Lima adquiriu 25% de participação na Vai de Bet em julho de 2024, o que levantou mais suspeitas sobre suas movimentações financeiras.
Acusações de proteção a foragidos
O pedido de prisão do cantor foi fundamentado, entre outros motivos, pela acusação de dar “guarida a foragidos”. A Justiça de Pernambuco, por intermédio da Juiza Andréia Calado da Cruz, alega que Gusttavo teria ajudado um casal de investigados, donos da Vai de Bet, a fugirem para a Europa.
Segundo a juíza responsável pelo caso, o cantor teria transportado os investigados para destinos como a Grécia e as Ilhas Canárias, o que reforçou as suspeitas de seu envolvimento nas atividades ilícitas.
O que diz a defesa
A defesa de Gusttavo Lima se manifestou após a revogação do mandado de prisão, afirmando que a relação do cantor com as empresas investigadas era apenas comercial. Eles destacaram que todas as transações foram realizadas legalmente, com contratos formalizados e registros nos órgãos competentes.
Além disso, o cantor segue afrimando que não é sócio da Vai de Bet. Que o contrato que o vincula à empresa de jogos online, é referente a prestação de serviços de publicidade com participação de 25% dos ganhos.
Os advogados também ressaltaram que o cantor sempre teve uma carreira transparente e dedicada à música. A defesa anunciou que medidas judiciais serão tomadas para reparar os danos que a repercussão do caso tem implicado à imagem do artista.
(Imagens: Instagram;)



