Setembro Amarelo: campanha 2021 ressalta a importância dos cuidados com a saúde mental

Com o tema “Agir salva vidas”, a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) em conjunto com o CFM (Conselho Federal de Medicina), as organizadoras do “Setembro Amarelo” no Brasil, iniciam neste mês de setembro o oitavo ano da campanha de prevenção ao suicídio. Iniciada em 2014, hoje a ação conta com várias organizações da área da saúde, alguns veículos da imprensa, empresas e instituições civis.

A campanha deste ano ressalta a importância da busca por tratamento de doenças mentais não diagnosticadas, não tratadas ou tratadas de forma incompleta e inadequada. A OMS (Organização Mundial de Saúde) informa através de um estudo técnico que cerca de 96,8% dos episódios de suicídio, ou seja, quase 100% são relacionados a doenças mentais. Em cartilha lançada pela ABP e o CFM, estão listados os transtornos mais comumente associados ao suicídio ou à ideação suicida são: “…depressão, transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e de outras drogas psicoativas. Esquizofrenia e certas características de personalidade também são importantes fatores de risco. O risco é ainda maior quando há a interação entre dois ou mais desses fatores, como, por exemplo, depressão e alcoolismo; ou a coexistência de depressão; ansiedade e agitação”.

As instituições frisam que: “Não se trata de afirmar que todo suicídio relaciona-se com uma doença mental, nem que toda pessoa acometida por uma doença mental vá *praticar o ato, mas não se pode fugir da constatação de que uma doença mental é um importante fator de risco…”. Destacam também que condições sociais como a perda de um emprego ou situações emocionais como um rompimento amoroso, por si só, não explicam um episódio suicida, pois a causa é mais complexa do que a situação em si.

A campanha está em torno de apresentar a importância de reconhecer os fatores de risco que são:

  • O uso de álcool e outras drogas.
  • Desesperança e desespero: busca de sentido existencial.
  • Falta de habilidade para resolução de problemas.
  • Isolamento social; ausência de amigos íntimos.
  • Impulsividade.
  • Possuir acesso a meios letais.

é indicado buscar reconhecer os sinais de pessoas próximas que sofrem com alguma doença ou transtorno mental, através das mudanças de comportamento:

  • Em jovens: isolamento, impulsividade, tristeza constante, distorção de imagem corporal, dificuldade de relacionamento com pessoas da mesma idade, insegurança, queda no desempenho escolar, crises de raiva, baixa autoestima, atração por comportamentos de risco, dentre outros.
  • Em adultos: apresenta problemas de sono, está sempre ansioso ou tenso, humor se altera com facilidade, afastamento das pessoas, esquecimento frequente, tristeza excessiva, choro frequente sem causa aparente e descontentamento entre outros.

Entretanto, o mais importante é ressaltar que todos os males da mente relatados até aqui, têm tratamento. Assim que identificado qualquer sinal, por menor que seja a dúvida dos pais ou familiar que percebe os sinais, procure um psiquiatra para que ele direcione o tratamento correto da pessoa acometida com remédios ou psicoterapia. Mesmo para aqueles que aparentemente se apresentem como saudáveis, pois muitas vezes a pessoas acometidas por doenças mentais, em casos mais leves, tentam esconder que sofre de alguma doença psicológica por questões de preconceito social e falta de informação.

Todos os profissionais de saúde são categóricos em afirmar que as doenças mentais são tratáveis e tão comuns quanto as doenças do corpo. Priorize a vida. Se você não tem se sentido muito bem ultimamente, estado angustiado ou angustiada, fale sobre isso com quem você se sente à vontade ou procure um profissional de psicologia para te orientar. Olhe a sua volta e perceba que você não está sozinho ou sozinha.

(Fontes: ABP, CFM, setembroamarelo.com e setembroamarelo.org.br; Imagem: unsplash com edição Agência VAN)

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