Boicote ao Carrefour: Frigoríficos, Restaurantes, Hotéis e Bares Brasileiros Aderem ao Movimento

Boicote Iniciou Após Manifestações do Carrefour da França em Deixar de Comprar Carne do Mercosul, o Qual Brasil é um dos Principais Participante

Neste domingo (24), outros segmentos se juntam à frigoríficos e restaurantes brasileiros que anunciaram um boicote ao Carrefour Brasil, em resposta à decisão da gigante varejista na França de suspender a compra de carnes provenientes do Mercosul.

A medida, comunicada pelo CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, foi classificada como protecionista e gerou fortes reações no setor agropecuário e alimentício do Brasil.

Na última sexta-feira, a Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo (Fhoresp) reforçou o movimento de repúdio. Em nota, a entidade convocou os empresários do setor de hotelaria e alimentação fora do lar a aderirem à ação de reciprocidade.

“Convocamos todos os empresários do setor de hotelaria e alimentação fora do lar a se engajarem em uma ação de reciprocidade, boicotando essa rede de supermercados enquanto continuar a desvalorizar os produtos brasileiros”, afirmou a Fhoresp.

Desde quinta-feira, as principais associações agropecuárias nacionais já haviam anunciado a suspensão do fornecimento de carne às redes Carrefour, Sams Club e Atacadão no Brasil. A decisão foi uma resposta direta à declaração de Bompard, vista como um ataque à produção nacional.

“Se o CEO Global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano –, as entidades abaixo assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”, afirmaram, em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e outras organizações representativas.

A suspensão do abastecimento teve impacto imediato. Fontes indicaram que as entregas para as lojas foram interrompidas na sexta-feira e que, no sábado, consumidores já encontrarão falta de cortes de carne nessas redes. Como grande parte das lojas trabalha com entregas diretas, sem passar por centros de distribuição, a interrupção tem efeito quase instantâneo.

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