Racionamento de água já atinge várias cidades de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
Devido ao longo período de estiagem, a mais severa dos últimos 91 anos, de acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico do Brasil, várias cidades das regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste sofrem com o racionamento no fornecimento de água. As concessionárias são unânimes em dizer que a estiagem não apresenta sinais de redução para um curto prazo.
Algumas cidades do Paraná estão com o formato de 36 por 36. Isso significa que 36 horas os moradores têm abastecimento e outras 36 horas estão sem água nas torneiras.
No estado de São Paulo, Itu, no interior do estado, já enfrenta o racionamento desde julho. Na cidade de Franca a Sabesp têm feito um rodízio de 24 por 48, onde 24 horas os moradores de um dos mais 8 blocos – áreas da cidade divididas pela concessionária – ficam sem água e nas próximas 48 horas é restabelecido o fornecimento. Já em Salto, desde 7 de julho, os moradores recebem água 12 horas por dia. Em Bauru, Rio Preto e Santa Fé do Sul também apresentam plano de racionamento.
No estado do Mato Grosso do Sul, algumas cidades do Pantanal como Coxim e Corumbá estão com rodízio. Várzea Grande, vizinha de Cuiabá, abriu licitação para a contratar 40 caminhões-pipa para prevenir o desabastecimento.
A Grande Belo Horizonte também enfrenta o risco de desabastecimento embora ainda não esteja com qualquer formato de racionamento. Entretanto, no interior, há racionamento em cidades como Campanha e São Gonçalo do Sapucaí.

O cenário é alarmante e a seca tem sido um dos pontos mais preocupantes dos últimos tempos. Além de dificuldades no fornecimento de água, a seca está ligada diretamente ao aumento das tarifas de energia e aos riscos de apagões. Além disso, alguns especialistas apontam a má gestão do governo federal como fator decisivo para a crise no setor energético.
Os especialistas alertam que após a seca longa, é preciso encharcar o solo e alimentar lençóis freáticos. Destacam a importância da Amazônia para o transporte de umidade ao Sudeste e ao Centro-Oeste. Mas ressaltam a necessidade de preservação das vegetações nativas locais, próximas dos mananciais, importantes para infiltração da água e alimentação de rios.
(Imagem: internet; Fontes: Estado de Minas e O Estado de São Paulo)



