Ricardo Lewandowski Nomeado Ministro Da Justiça: Transição Inicia Com Foco Na Segurança Pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), oficializou nesta segunda-feira (22) a nomeação de Ricardo Lewandowski para o comando do Ministério da Justiça, em uma decisão marcada para entrar em vigor a partir de 1º de fevereiro. A confirmação da nomeação foi publicada no “Diário Oficial da União”, consolidando o próximo capítulo na carreira do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lewandowski, que já foi ministro do STF por 17 anos, aposentando-se em abril de 2023, sucederá Flávio Dino, que assumirá como ministro do STF no próximo mês. O anúncio da escolha de Lewandowski foi feito por Lula em 11 de janeiro, e desde então, o cenário político aguardava a oficialização do ato.
A nomeação de Lewandowski marca o início da transição no Ministério da Justiça. Até o início de fevereiro, o novo ministro concentrará esforços na formação de sua equipe, já tendo escolhido alguns nomes-chave. Manoel Carlos de Almeida Neto assumirá o cargo de secretário-executivo, Mário Sarrubbo será o secretário nacional de Segurança Pública, e Ana Maria Neves ocupará a chefia de gabinete do ministro.
Em uma entrevista à GloboNews na última semana, Lewandowski expressou sua intenção de direcionar esforços consideráveis na área da segurança pública. Ele destacou a importância do investimento em atividades de inteligência e na coordenação efetiva entre as autoridades policiais da União, estados e municípios para combater o crime organizado de maneira mais eficaz.
“A segurança pública merecerá especial atenção do Ministério da Justiça sob minha gestão, que deverá expandir as atividades de inteligência e a coordenação entre as distintas autoridades policiais”, afirmou Lewandowski.
O histórico de Lewandowski no cenário jurídico brasileiro é notável. Além de sua longa permanência no STF, ele presidiu a Corte entre 2014 e 2016, e em 2016, como presidente do Supremo, liderou o julgamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Como presidente do Tribunal Superior Eleitoral em 2010, desempenhou um papel crucial nas eleições marcadas pela Lei da Ficha Limpa.
Após sua aposentadoria, Lewandowski assumiu o cargo de árbitro do Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul, indicado pelo governo Lula em julho de 2023. Recentemente, renunciou à presidência do órgão. Além disso, ele passou a integrar o Conselho de Assuntos Jurídicos da Confederação Nacional da Indústria e a coordenar o Novo Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União, demonstrando seu contínuo envolvimento em questões jurídicas e políticas após sua aposentadoria do STF.
(Imagem: internet; Fonte: G1;)



