Ministro Kassio Nunes Declara Impedimento na Sessão Extraordinária da Petição 16662
Em 15 de setembro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza sessão extraordinária do plenário para julgar a Petição 16662 (Pet 16662). A controvérsia central do caso é: o relatório produzido pela Polícia Federal, por determinação do ministro André Mendonça — contendo 52 mensagens suspeitas entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes — tem validade jurídica, e se, com base nele, deve ser instaurada uma investigação contra Moraes. Trata-se de um dos casos de maior tensão institucional do STF nos últimos anos.
o Ministro Nunes faz um esclarecimento sobre a inexistência de vinculo com processos relacinados ao Banco Master, e que o filho dele nunca prestou qualquer serviço ou foi remunerado de alguma forma pelo banco, desmentindo mensagens vinculadas na internet nos ultimos dias, segundo o próprio ministro. Além disso, afirma que nunca trocou qualquer mensagem com Daniel Vorcaro e que não há registros apontados nas investigações. Na condição de presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), buscando preservar o âmbito das eleições que acontecem no próximo mês de outubro, o Ministro Nunes se declara impedido de voto na sessão.
Origem do caso
O caso decorre da investigação sobre a fraude do Banco Master. Vorcaro, dono do banco, foi preso em novembro de 2025, e a instituição foi posteriormente liquidada com dívidas próximas de 40 bilhões de reais. A Polícia Federal extraiu dados do celular apreendido de Vorcaro e encontrou 52 mensagens enviadas, entre dezembro de 2023 e novembro de 2025, a um número atribuído a Moraes.
Mendonça era então o relator do caso Master; ele determinou que a Polícia Federal produzisse um relatório de mais de 200 páginas e, no início de setembro, retirou o sigilo do material. O relatório mostra que Vorcaro compartilhou com Moraes um contrato de 131 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, a advogada Vivian Barci de Moraes; dois dias antes de ser preso, Vorcaro ainda perguntou se deveria deixar o Brasil e pediu que Moraes interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República. Os investigadores não conseguiram recuperar o conteúdo das respostas do outro lado da conversa.



