Gilmar Mendes:”Evidente condução político-eleitoral”, “Pessoas descentes não fazem isso!” diz Ministro apontando para André Mendonça
Em sessão extraordinário do STF, nesta terça (15), o Ministro Gilmar Mendes faz duras críticas a condução da relatoria do Ministro André Mendonça, onde, segundo Mendes, foram criadas centenas de páginas direcionadas a somente um trecho da investigação, justamente o trecho que aponta o envolvimento do também Ministro, Alexandre de Moraes. Gilmar aponta veementemente que a ação teve viés politico-eleitoral, sendo uma conduta arbitrária grave por parte de um integrante da corte.
Em determinado momento, os ânimos se acaloram e Gilmar Mendes faz gestos com os dedos e as mãos, momento que Andre Mendonça reclama: “O senhor não me aponte o dedo!”, mas Mendes continua com as criticas e falas acaloradas.
Origem do caso
O caso decorre da investigação sobre a fraude do Banco Master. Vorcaro, dono do banco, foi preso em novembro de 2025, e a instituição foi posteriormente liquidada com dívidas próximas de 40 bilhões de reais. A Polícia Federal extraiu dados do celular apreendido de Vorcaro e encontrou 52 mensagens enviadas, entre dezembro de 2023 e novembro de 2025, a um número atribuído a Moraes.
Mendonça era então o relator do caso Master; ele determinou que a Polícia Federal produzisse um relatório de mais de 200 páginas e, no início de setembro, retirou o sigilo do material. O relatório mostra que Vorcaro compartilhou com Moraes um contrato de 131 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, a advogada Vivian Barci de Moraes; dois dias antes de ser preso, Vorcaro ainda perguntou se deveria deixar o Brasil e pediu que Moraes interviesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República. Os investigadores não conseguiram recuperar o conteúdo das respostas do outro lado da conversa.



